Shih tzu
A raça
Especialistas acreditam que o Shih Tzu tenha se desenvolvido na China a partir de cruzamentos entre o Pequinês e oLhasa Apso e oferecidos como presente pelo Dalai Lama tibetano ao imperador da corte chinesa. Como os cães oriundos desses cruzamentos lembravam um leão, recebeu o nome Shih Tzu (cão-leão, em chinês). Os cães de criação da corte eram selecionados com grande cuidado e, a partir daí, o Shih Tzu se desenvolveu.
Originário da China Ocidental, esse cão foi por muito tempo uma das raças favoritas dos imperadores chineses, que o criavam na Cidade Proibida de Pequim. A criação do cão na corte era delegada a certos eunucos (homens castrados que tomavam conta dos haréns), que competiam entre si para produzir os melhores espécimes, que seriam destinados ao Imperador. O Shih Tzu foi o cão de companhia em casas nobres (principalmente da família real) durante praticamente toda a dinastia Ming. Durante a revolução, um grande número de exemplares foi destruído e poucos escaparam das facas dos invasores.
Cão de apartamento
Como cão de companhia, o Shih Tzu é adorável e está sempre alegre e disposto. É ainda muito amável e leal aos donos. No Brasil, há uma preferência especial pela raça, especialmente por quem vive em apartamento.
CARACTERÍSTICAS
Tamanho: pequeno
Área de criação: pequena
Agressividade: Baixa
Atividade Física: Moderada
Longevidade: 13 a 14 anos.
Temperamento: dócil, amoroso, leal, alegre e disposto.
De acordo com a FCI(Fédération Cynologique Internationale), Confederação Brasileira de Cinofilia, a raça faz parte do Grupo 9 (cães de companhia). Veja o padrão oficial da raça:
CLASSIFICAÇÃO:
Grupo 9 – Cães de Companhia
Seção 5 - Raças Tibetanas
Padrão FCI nº 208 – 20 de abril de 1998.
País de origem: Tibet
País Patrono: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Shih Tzu
Utilização: Companhia. Sem prova de trabalho.
Aparência Geral: robusto, pelagem abundante com um distinto porte arrogante e uma cabeça parecendo um crisântemo.
Comportamento/Temperamento: inteligente, ativoe alerta. Carinhoso e independente.
Cabeça: larga, redonda, larga entre os olhos. Despenteado (revolto) com pêlos caindo bem sobre os olhos. Boa barba e bigodes, pêlos crescendo acima da trufa dando um distinto efeito de um crisântemo.
REGIÃO CRANIANA
Stop:definido.
Stop:definido.
REGIÃO FACIAL
Trufa: preta, porém marron escuro em cães de cor fígado ou com manchas fígado. A parte superior da trufa deve estar em linha ou ligeiramente abaixo da palpébra inferior. Trufa direcionada para baixo é altamente indesejável. Narinas bem abertas. Narinas fechadas são altamente indesejáveis.
Trufa: preta, porém marron escuro em cães de cor fígado ou com manchas fígado. A parte superior da trufa deve estar em linha ou ligeiramente abaixo da palpébra inferior. Trufa direcionada para baixo é altamente indesejável. Narinas bem abertas. Narinas fechadas são altamente indesejáveis.
Focinho: bem largo, quadrado, curto, sem rugas, plano e peludo. Comprimento de aproximadamente 2,5 cm da ponta ao stop. Cana nasal reta ou ligeiramente inclinada na ponta. Pigmentação do focinho o mais homogênea possível.
Lábios: nivelados.
Maxilares / Dentes: largos, ligeiro prognatismo inferior ou nivelados.
Olhos: grandes, escuros, redondos, inseridos bem separados, mas não proeminentes. Expressão calorosa. Em cães fígado ou com manchas fígado, olhos mais claros são permitidos. O branco dos olhos não deve ser visível.
Orelhas: grandes, de bom comprimento, portadas pendentes. Inseridas ligeiramente abaixo da linha superior do crânio com uma pelagem tão abundante que parecem unidas ao pêlo do pescoço.
Pescoço: bem proporcionado, agradavelmente arqueado. De comprimento suficientemente longo para portar a cabeça orgulhosamente.
Tronco: mais longo entre a cernelha e a raiz da cauda do que sua altura na cernelha.
Dorso: nivelado.
Lombo: forte e bem acoplado.
Peito: largo e profundo.
Cauda: bem guarnecida de pêlos, portada alegremente sobre o dorso. Inserida alta. Sua altura é aproximadamente em nível com a do crânio, dando um contorno equilibrado.
MEMBROS
Anteriores: pernas curtas e musculosas com boa ossatura, tão retos quanto possível, de acordo com um peito largo e bem descido.
Anteriores: pernas curtas e musculosas com boa ossatura, tão retos quanto possível, de acordo com um peito largo e bem descido.
Ombros: firmes, bem colocados para trás.
Posterior: pernas curtas e musculosas com boa ossatura. Retas, quando vistas por trás. As pernas parecem volumosas devido a riqueza de pêlos.
Coxas: bem redondas e musculosas.
Patas: redondas, firmes, com boas almofadas, parecendo grandes por causa da abundante pelagem.
Movimentação: arrogante, leve e fluente, as pernas anteriores com bom alcançe, forte propulsão dos posteriores e mostrando inteiramente as almofadas plantares.
PELAGEM
Pêlos: longos, densos, não encaracolados, com bom subpêlo. Ligeira ondulação é permitida. É fortemente recomendado que os pêlos da cabeça sejam amarrados.
Pêlos: longos, densos, não encaracolados, com bom subpêlo. Ligeira ondulação é permitida. É fortemente recomendado que os pêlos da cabeça sejam amarrados.
Cor: todas as cores são permitidas; uma listra branca na testa e branco na ponta da cauda são altamente desejados nos particolores.
TAMANHO/PESO:
Altura na cernelha: não mais que 26,7 cm.
Tipo e características da raça são de extrema importância e em hipótese nenhuma devem ser sacrificados somente pelo tamanho.
Altura na cernelha: não mais que 26,7 cm.
Tipo e características da raça são de extrema importância e em hipótese nenhuma devem ser sacrificados somente pelo tamanho.
Peso: 4,5 a 8,1 kg. – Ideal: 4,5 a 7,3 kg.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.
A História da raça
A origem do Shih-Tzu é contada na forma de documentos, pinturas e objetos de arte muito antigos, datadas do ano 624 D.C.
Antiga pintura Chinesa
Há uma lenda que define o Shih-Tzu como sendo O SÍMBOLO DO AMOR IMPOSSÍVEL entre uma princesa chinesa e um mongol (povo predominante no Tibet). Segundo essa lenda, diante da impossibilidade de realizarem o casamento, o casal resolveu cruzar um legítimo representante da China (o Pequinês) com um Lhasa Apso(Lhasa – capital do Tibet).
Da união das duas raças surgiu o Shih-Tzu, simbolizando tudo o que há de melhor nas duas culturas e o amor entre os dois povos.
Outras raças também podem ter contribuído para a origem da raça (como a raça Pug).
Leão Guardião Chinês – Museu Royal Ontario
De fato, exames recentes de DNA comprovaram que se trata de uma das raças mais antigas.
A origem precisa do Shih-Tzu é bastante longínqua e se perde em meio ao passado e às lendas. O nome da raça provém do mandarim, dialeto chinês bastante antigo, e significa “cão-leão”. Os menores exemplares desta raça cães assemelham-se a leões, conforme representado na arte oriental. Era também chamado de cão cara de crisântemo, pelo fato de seus pêlos caírem pelo rosto em todas as direções.
Uma velha descrição chinesa da raça Shih-Tzu o descreve como: “Os olhos de dragões, cabeça de leão, boca e palma dos pés de rã, orelha de folha, dentes de arroz, pernas de elefante, cauda de espanador de penas, patas de flor de ameixa e movimenta-se como um peixe de ouro”.
A primeira teoria do surgimento da raça na china foi durante a dinastia Tang K´iu T´ai. O rei de Viqur presenteou a corte chinesa com um casal de cães, dizendo que eram provenientes de Fu Lin (618-907), provavelmente no Império Bizantino.
A raça foi mencionada novamente no ano de 990-994 d.C. quando moradores de Ho Chou mandaram cães como tributo.
Outra teoria sobre a introdução da raça na china se passa em meados do século XVII (1600-1700), onde por volta de 1640-1643 os cães foram trazidos do Tibet como presente do Dalai Lama Tibetano ao imperador da corte chinesa, onde os cães foram criados em Pequim. Muitas fotos desses cães foram mantidas no “The Imperial Dog Book” (Livro de Cães Imperiais).

The Imperial Dog Book” (Livro de Cães Imperiais)
A partir de 1644, durante a dinastia Qing (Manchu), o Shih-Tzu foi criado como cão de estimação e era muito favorecida pela família real. Esses cães eram pequenos, inteligentes e extremamente dóceis.
Segundo os historiadores da raça, o Shih-Tzu não foi conhecido fora da China antes de 1860 quando o Palácio Imperial foi invadido por tropas inglesas e francesas. Na época os eunucos disputavam entre si para produzir exemplares que agradassem ao máximo o imperador. Os escolhidos tinham seus quadros pintados em tapeçarias, e o eunuco responsável pelos cães recebia presentes do imperador.
A raça alcançou o auge de seu prestígio, durante o reinado da Imperatriz Tzu Hsi (1875-1908), e o desenvolvimento da raça é em grande parte devido ao amor da imperatriz que durante toda a vida sempre foi cercada por seus cães. Segundo historiadores da raça, os cães da Imperatriz eram mantidos no palácio de Cité, num imenso pavilhão de mármore, cercado por cuidados extremos e tendo à disposição uma legião de eunucos, cuja obrigação era zelar pelo seu bem estar.
Imperatriz Tzu Hsi (1875-1908)
A Imperatriz desenvolveu um programa de criação baseado na saúde, temperamento, estrutura e marcações. Ela criou um sistema de registro, onde eram anotados todos os cruzamentos, assim como todos os nascimentos.
Cada filhote tinha uma ficha com o nome de seus ascendentes (atual pedigree) e suas características pessoais (sexo, cor, marcações, tamanho, etc.).
Devido à influência do Budismo e a associação deste cão com sua divindade, a cor dourada era preferida, por isso muito poucos exemplares foram oferecidos para exportação.
A Imperatriz já naqueles tempos, sabia da importância da cor preta na criação, para manter a pigmentação dos cães. O cão favorito da Imperatriz Tzu, era um preto sólido, chamado Hai Ling, era o único que vivia e dormia em seus aposentos particulares.
Em 1900, alguns cães saíram da China com diplomatas e missionários, provavelmente vendidos pelos eunucos, responsáveis pelo controle da criação. Mas estes primeiros cães a chegarem ao Ocidente eram de qualidade inferior.
Em 1908, a imperatriz Tzu falece, deixando como sucessor o imperador Xuantong. Após a morte da Imperatriz alguns cães de qualidade foram parar nas mãos de alguns ingleses e escandinavos .
Com a revolução comunista chinesa em 1911, um grande número de cães foi assassinado e a raça se tornou praticamente extinta na China. A raça foi salva graças a 7 fêmeas e 7 machos que restaram.
Em 1923 foi fundada a Pequim Kennel Clube, que reconheceu a raça.
Foi a partir de 1928 que os Shih-Tzu’s passaram a fazer parte das ricas casas das famílias abastadas da China e de algumas poucas famílias no ocidente.
Por volta de 1930, a Sra. Brownrigg, uma mulher inglesa que vivia na China, teve a sorte de encontrar alguns destes cães, que ela acabou importando para a Inglaterra. Estes cães, junto a outros que foram salvos por diplomatas que estavam servindo na China, foram responsáveis pela continuação da raça na Europa.
O primeiro Shih Tzu campeão na Europa, Ch. Ta Chi of Taishan de propriedade da Sra. Lady Mona Brownrigg
A raça começou a ser conhecida na Inglaterra, quando a Rainha Maud da Noruega, presenteou a Duquesa de York com um dos primeiros filhotes nascidos na Escandinávia. Ele recebeu o nome de Choo Choo e foi um dos cães da Princesa Elizabeth, atual Rainha da Inglaterra.
Foi reconhecida como raça na Europa em 1933. Nesse mesmo ano, na França, a Condessa d’Anjou constituiu uma criação desses adoráveis cãezinhos e apresentou suas ninhadas à F.C.I. (Federation Cynologique Internacionale). O Kennel Club da Inglaterra foi o primeiro a reconhecer a raça no ocidente, em 1934.
Com a invasão da China pelo Japão em 1937, a raça praticamente desapareceu de seu país de origem e só não foi completamente extinta graças à atuação dos criadores ingleses, que nos anos 30 tinham importado alguns exemplares.
A INTRODUÇÃO DA RAÇA NOS ESTADOS UNIDOS
Durante a 2ª Guerra Mundial, os membros das forças armadas americanas chegaram à Inglaterra e conheceram a raça e quando retornaram para casa, levaram alguns exemplares para os Estados Unidos, introduzindo a raça no país.
A raça só foi oficialmente aceita pela F.C.I. em 1957, em março de 1969 o registro do Shih-Tzu no livro de raças do American Kennel Club foi admitido e a classificação de exposição no Grupo Toy só aconteceu em 1º de setembro de 1969.
NOS DIAS ATUAIS
Atualmente é uma das raças mais conhecidas do grupo 9 – cães de companhia e sua elegância faz com que ele tenha admiradores pelo mundo todo. A cada dia vem ganhando popularidade, chegando a ser a segunda raça mais registrada no Japão em 1998 e, no Brasil, esse número cresce dia-a-dia.
O Shih-Tzu é sem dúvida o mais bonito entre os cães de companhia. Sua aparência elegante e sua pelagem longa são atrativos primordiais mas seu ponto forte é o temperamento que, além de ser calmo e brincalhão, é conhecidíssimo por adorar colo.
Cuidados com a raça e sua pelagem
Escovando a Cabeleira
Se a tosa for a de filhote a frequência pode ser de uma a duas vezes por semana (Foto: Reprodução Clube Shih Tzu)
Caracterizado pela pelagem densa e composta por pêlo (camada externa) e subpelo (camada interna), o Shih Tzu, se mantido com a vasta cabeleira comprida, precisará de escovações freqüentes, de preferência diariamente ou, pelo menos, dia sim, dia não. Do contrário, haverá formação excessiva de nós e desembaraçá-los, além de penosa para o cão, pode nem ser possível, o que significa ter de cortar as mechas mais emboladas. As sessões de escovação duram ao redor de 20 minutos, e o melhor é habituar o cão a elas desde filhote. Outra opção, menos trabalhosa, é deixar o Shih Tzu com a pelagem aparada. Se a tosa adotada for a chamada tosa-filhote, na qual o comprimento dos pêlos tem aproximadamente de cinco a dez centímetros, a freqüência das escovações pode ser reduzida a uma ou duas vezes por semana.
Limpando as orelhas
O mais aconselhado é que seja feita toda semana e há produtos específicos para isso (Foto: Reprodução Clube Shih Tzu)
Para diminuir o risco de surgirem as famosas otites (inflamações de ouvido), só há um caminho: limpeza regular. O mais aconselhado é que seja feita toda semana. Há produtos específicos para isso. Lembre-se de que uma limpeza malfeita pode ferir o cão. Portanto, informe-se sobre como executá-la ou deixe-a a cargo de quem domina a técnica. Como o Shih Tzu tem muitos pêlos dentro dos ouvidos, também é indicado retirar parte deles. Do contrário, sujeira e umidade se acumulam mais facilmente no local, favorecendo o aparecimento das inflamações. Em geral, a remoção desses pêlos não precisa ser feita com muita freqüência: a cada dois meses costuma ser eficiente. Antes de arrancá-los, para que o cão não sinta dor, é necessário amolecê-los, o que, em geral, é feito colocando um pequeno punhado de uma substância em pó, disponível no mercado para essa função. Em seguida, segure o chumaço de fios e puxe-o com firmeza. Na dúvida, também deixe essa missão para quem tem experiência no assunto. Afinal, ninguém quer machucar o próprio mascote e, caso ele se traumatize com a primeira experiência, talvez não seja fácil convencê-lo a se submeter às próximas.
Condicionando o físico
A raça não exige grandes doses de atividade física para viver saudável e feliz. Caracterizado pela cana nasal curta, o que não colabora para a boa capacidade respiratória, e pela vasta pelagem, o que raramente o faz sentir calor, o Shih Tzu nem é muito afeito a praticas esportivas. E é capaz de satisfazer sua reduzida necessidade de atividade até mesmo em ambientes pequenos. Andar e brincar pela casa já representam exercício suficiente para ele. De qualquer forma, passear é sempre um passatempo rico em estímulos visuais, auditivos e olfativos. Portanto, se possível, mantenha-o na rotina do cão. Mas não exagere na dose. Caminhar cerca de meia hora por dia, em horários em que o sol não esteja forte, está de bom tamanho para um cãozinho de luxo como esse.
Cortando as unhas
Cuidado, no entanto, para não atingir os vasos sanguíneos presentes nas unhas caninas, especialmente as unhas pretas, onde não é possivel enxergar os vasos. (Foto: Reprodução Clube Shih Tzu)
Como freqüentemente acontece com os ditos cãezinhos de luxo, em geral mantidos boa parte do tempo em ambiente interno e em pisos não ásperos, as unhas do Shih tzu tendem a não se desgastar naturalmente. Nesse caso, será preciso apará-las, cortando-as ou lixando-as – uma vez por mês costuma ser suficiente. Cuidado, no entanto, para não atingir os vasos sanguíneos presentes nas unhas caninas. Se isso ocorrer, há risco de hemorragia e necessidade de estancá-la. Para donos menos ousados, o conselho é deixar a questão para gente do ramo, como veterinários, criadores ou profissionais de banho e tosa.
Tratando os olhos
Por ter o globo ocular grande, levemente saliente e rodeado por abundante pelagem, os olhos do Shih Tzu são naturalmente mais expostos ao contato com agentes externos, a exemplo dos próprios pêlos que os circundam. Isso não só resulta num lacrimejamento mais intenso que o da maioria das raças como também numa particular tendência a inflamações locais. Para minimizar a possibilidade de ocorrerem, mantenha a região livre de pêlos compridos, prendendo-os ou cortando-os, e limpe periodicamente ao redor dos olhos. O ideal é que essa limpeza seja feita, pelo menos, duas vezes por semana. Use algodão embebido em soro fisiológico ou em água filtrada. A boricada, de acordo com alguns especialistas em oftalmologia, quando usada com freqüência, pode inflamar a vista, porque contém boro, substância irritante.
Tosa Higiênica
As chamadas raças de pêlo, jargão cinófilo para cães de pelagem densa e longa, se mantidas com o traseiro peludo, costumam ter o inconveniente de sujar a região com as próprias fezes. Portanto, se a idéia é ficar livre da freqüente necessidade de lavar a ‘bundinha’ do seu pet, o melhor é aparar bem curta a pelagem da região, especialmente ao redor do ânus. A dica, embora ainda mais útil para exemplares mantidos com a cabeleira longa, vale para praticamente qualquer penteado que você adote para seu Shih tzu, até mesmo para os ‘looks’ curtos, como a tosa-filhote.
Fonte: Revista Cães & Cia.
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